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Jorge Zalszupin Design brasileiro ficou adulto Artemobília promove, em São Paulo, primeira exposição individual de Jorge Zalszupin. Metade das peças que estarão na mostra é inédita. Em entrevista exclusiva, o designer fala a Casa e Jardim de suas impressões sobre o futuro do design brasileiro A poltrona dinamarquesa, primeira peça criada por Zalszupin em 1959Há 50 anos, Jorge Zalszupin desenhava sua primeira poltrona. Na época, não dava para imaginar que aquele imigrante polonês, que veio para o Brasil logo após a Segunda Guerra Mundial, seria um dos maiores nomes do design moderno do país. Em um tempo em que os móveis mais modernos por aqui eram inspirados na art decó francesa, ele foi um dos responsáveis por trazer propostas inovadoras, ao lado de Sergio Rodrigues, Zanine Caldas e Joaquim Tenreiro, entre outros.
Para homenagear tanto pioneirismo, de 18 a 29 de novembro a Artemobília promove a primeira exposição individual de peças do designer, em São Paulo. De acordo com o proprietário da loja, Sergio Campos, cerca de metade das peças nunca esteve antes em mostras no Brasil.
Em uma rápida entrevista Jorge Zalszupin, hoje com 87 anos, falou a Casa e Jardim o que pensa sobre o design brasileiro e de suas expectativas para o futuro. Para ele, a famosa poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, é a peça que traduz mais fielmente o espírito do país. Segundo Zalszupin, “o design brasileiro ficou adulto”. Confira: Casa e Jardim – A exposição na Artemobília marca seus 50 anos de trabalho com design. O que é mais marcante nessa trajetória? CJ – Como vê o design atual no país? O que espera dos jovens designers brasileiros?
Exposição Jorge Zalszupin A paixão virou mostra Sergio Campos, dono da Artemobília e fã de longa data do trabalho de Zalszupin, foi o idealizador do evento. “Há dois meses, fizemos a exposição sobre cadeiras brasileras de 1940 a 1970 e eu já tinha em mente que a próxima mostra seria individual dele. São 50 anos dedicados ao design de mobiliário e à arquitetura no Brasil”, diz o empresário, que não esconde: as dificuldades não foram poucas. “Tenho em meu acervo pessoal muitas peças assinadas por ele. Algumas, inclusive, uso na minha casa. Para montar uma exposição deste porte, gasta-se muito tempo e dinheiro com a restauração dos móveis, com a produção do evento e para a edição do catálogo. Sem patrocínio, nada disso é fácil. Tem que fazer por amor”, afirma. “Seria muito fácil eu pegar quatro ou cinco peças conhecidas dele e dizer que estou fazendo uma exposição. Temos que ir além do oba-oba e discutir mais profundamente a nossa história, como se faz nos países europeus e nos Estados Unidos”, completa. Fonte: Casa & Jardim - Vanessa Lima |
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